Maravilhosamente no Brasil podemos, finalmente, encontrar ou comprar até pela internet (ou baixar arquivos semelhantes) livros excelentes e sem censura. A Humanidade demorou para chegar a esse ponto, ou melhor, uma fração dela pois a miséria material e (ou) cultural ainda mantem grande parte dos seres humanos na ignorância. Deve até assustar ditadores religiosos ou políticos a possibilidade de maior acesso à cultura pelas redes sociais, emails, e-books, emissoras de rádio e TV e até pelo contato com turistas. Só agora, depois de séculos após a invenção da imprensa e generalização da arte da escrita e leitura, podemos encontrar certa tranquilidade para ler, estudar e aprender o que quisermos. Sempre é bom lembrar os rituais de queima de livros e a proibição de difusão de leitura “subversiva”... Precisamos acreditar na liberdade e na capacidade humana de fazer boas escolhas, ainda que alguns, por problemas pessoais, familiares ou sociais se deixem dominar pela pior leitura. Exis...
A desestatização do casamento O casamento formal no ambiente de Estado é uma tentativa canhestra de imitação das uniões religiosas. É até cômico ver e ouvir Juízes de Paz dando sermões e criando encenações. As cerimônias de casamento estão deixando de ser o que deveriam ser para se transformarem em espetáculos de mau gosto, entre muitas coisas transformando os convidados em “extras” de filmes sobre cerimônias luxuosas e simplórias. No Brasil, um país gigantesco, multicultural e sem unidade além da língua e algumas coisas mais (?) a imposição de cerimônias e contratos é algo até ridículo, não deixando de ser natural o desprezo por leis feitas em ambientes distantes do povo. A maior liberdade e a acessibilidade a sistemas de informação e lazer facilitam a dispersão de conceitos e certezas. A insistência em padrões do milênio passado vai se tornando ineficaz. Nossa sociedade emergente mergulha na frivolidade e em teatrinhos do ridículo (GIKOVATE, 2014) . É gratificante de...